O Senado Romano e o Piauí no Senado
O Senado Romano foi a instituição política mais duradoura e influente da Roma Antiga. Criado há cerca de 2.800 anos, ainda no período monárquico, tinha entre suas atribuições a escolha dos reis. Essa fase terminou em Proclamação da República Romana, em 506 a.C., quando teve início o período republicano, ocasião em que o Senado alcançou o auge de seu poder.
A história do Senado Romano permanece preservada no complexo arquitetônico situado no Monte Palatino, em Roma, que abrange o Coliseu, o Fórum Romano e o próprio edifício do Senado.
No Brasil, a instalação do Senado Federal do Brasil completará 200 anos no primeiro semestre deste ano. Por isso, a renovação dos mandatos de dois dos três representantes do Estado do Piauí será crucial para a próxima legislatura. Os piauienses terão a oportunidade de romper com a mesmice atual, marcada por senadores que se afastam das competências definidas na Constituição Federal do Brasil de 1988 e da efetiva defesa dos interesses do Estado.
Cabe recordar os ditames do artigo 52 da Constituição, que estabelece as competências do Senado, entre as quais se destacam: processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República, ministros do Supremo Tribunal Federal, o Procurador-Geral da República e membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público; sabatinar ministros do Tribunal de Contas da União, ministros de Estado, diretores do Banco Central do Brasil e embaixadores; aprovar pedidos de empréstimos da União, dos Estados e dos Municípios; convocar CPIs e fiscalizar o Poder Executivo.
No Piauí, porém, os atuais detentores de mandato, que buscam permanecer por mais oito anos, não assinaram nenhum dos 48 pedidos de impeachment de ministros do STF em tramitação no Senado e tampouco estão presentes em importantes comissões parlamentares que investigam irregularidades e escândalos que atingem a administração pública.
O trem da história está passando — e não podemos continuar apenas como espectadores. O mundo mudou, e nós precisamos mudar com ele.
No Piauí, falta uma agenda clara voltada à defesa dos projetos estruturantes do Estado, tarefa que, no sistema federativo brasileiro, cabe em grande medida aos senadores eleitos.
Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar com a atuação inerte de senadores frente às suas competências constitucionais ou promover, nas urnas, a mudança necessária, trazendo à tona um dos princípios essenciais da democracia: a alternância de poder.
Precisamos reequilibrar as funções dos três poderes. Somente instituições sólidas, equilibradas e independentes podem garantir esse equilíbrio.
É hora de mudança. Vivemos um momento delicado para as instituições e sua reconstrução passa pelo voto consciente nas eleições de 2026.
Caso contrário, no futuro, nem mesmo figuras históricas como Péricles, Mahatma Gandhi ou Francisco de Assis seriam capazes de reverter um quadro de deterioração institucional.
Inspiram-nos também os ensinamentos de Wall Ferraz, inscritos na base de sua estátua na Avenida Frei Serafim, em Teresina:
“Pensar e realizar sob o ponto de vista comunitário e da justiça social.”
É momento de coragem, espírito público, responsabilidade e visão de futuro.
É com essa convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do Piauí.
Jorge Lopes
Pré-candidato do Partido da Social Democracia Brasileira ao Senado


