Teresina e Timon atraem investimentos, mas se polarizam por infraestrutura

A presença de grandes empresas ou indústrias em áreas metropolitanas representa geração de empregos, renda e recolhimento de receitas aos governos municipal e estadual. Por isso, o desafio das gestões é atrair modelos de negócios que possam fazer o ciclo econômico girar em suas respectivas regiões. Teresina e Timon, que fazem parte de uma mesma região integrada de desenvolvimento, concentram, em seus polos e parques empresariais, ações de atrações para a implantação de investimentos. Alguns aspectos, no entanto, separam as duas realidades, como as diferenças estruturais e também de incentivos fiscais das regiões.

A capital do Piauí possui três grandes áreas para a implantação de empresas, são elas: Polo Empresarial Sul, Polo Empresarial Norte e o Distrito Industrial. Na zona Sul da cidade, o complexo de investimento conta com uma área de 50 hectares, onde estão localizadas 28 empresas industriais nas mais diversas segmentações, além de 36 empresas no espaço logístico atacadista, ainda em processo de instalação. As empresas fixadas no local recebem incentivos fiscais regulamentados na Lei 2.528/97 do município.


A infraestrutura presente no Polos das duas cidades também se diferencia pela concessão de incentivos fiscais Polo, no entanto, é alvo de crítica constante dos empresários, que já estão ou pretendem fixar negócios no local. “Recebemos empresas que querem investir ou que já estão fixadas no Polo Empresarial e a crítica é a mesma: falta estrutura. Sem asfaltamento em toda a extensão do local, insuficiência energética e de internet impedem que as empresas tenham mais atração para se fixarem no local”, analisa o presidente da Associação de Jovens Empresário (AJE), Landerson Carvalho.

Ao Oeste de Teresina, o município de Timon desponta com um cenário de constante atração para o setor empresarial. Isto porque a estruturação do Parque, que conta com uma área de um milhão de metros quadrados, oferta de acesso de diferentes modais, pavimentação e capacidade energética, tem atraído investimentos multifacetados

crescer, temos potencial e o que não temos? Gestão. O empresário tem que investir, mas investir com incentivo”. A fala é do presidente da Associação de Jovens Empresário do Piauí, Landerson Carvalho, que se mostra inconformado com o cenário vislumbrado para investimentos empresariais no Estado.

Uma das inconformidades se dá pelo recente aumento dos impostos, aprovado pela Assembleia Legislativa do Piauí. O projeto de lei é de autoria do governador Wellington Dias e propôs o aumento da alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em algumas áreas, como comunicação, combustível e energia elétrica. Um impacto que influencia em diferentes setores da cadeia econômica.

exemplo, através de processo licitatório, estamos levando a rede 69, uma espécie de distribuição de energia mais potente. É uma obra que já está licitada e homologada, com uma empresa vencedora”, afirma Aluísio Sampaio.

Com essa rede, as empresas terão uma estabilidade maior no fornecimento de energia. “Na parte viária, também com o aporte do Estado, estamos tendo a duplicação da BR-316, que liga o Polo Empresarial Sul à região central e comercial da cidade. Na parte interna, cerca de 7 Km de pavimentação serão distribuídos nas vias”, explica o gestor.

Segundo ele, a conquista de espaços nesses polos, adentra à política de benefício concedida pela Prefeitura de Teresina ao empresariado com o objetivo de diversificar a economia da cidade e atrair novos investimentos, prevista na lei municipal nº 2.528/97, que também concede incentivos.

Atualmente, instaladas no Polo Empresarial Sul, existem 28 empresas industriais nas mais diversas segmentações, além de 36 empresas no espaço logístico atacadista, ainda em processo de instalação. A ideia é atrair para a diversificação e consolidação da planta industrial do município.

“Não temos um levantamento exato do número de empregos gerados em cada empresa do Polo. Mas vale citar um exemplo de retorno positivo em consequência de incentivos fiscais dados a empresas, é o caso de uma das empresas que atua no ramo de call centers que se instalou em Teresina no ano de 2013; e gerou como contrapartida, a criação de mais de 6 mil novos empregos, oportunizando trabalho aos jovens e movimentando R$ 20 milhões de Imposto sobre Serviços (ISS), na capital”, finaliza.

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