PF faz nova operação contra dono do Banco Master e cumpre mandados

Daniel Vorcaro e parentes são investigados por suposto desvio de recursos da instituição para bens pessoais

A Polícia Federal iniciou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase de uma investigação que apura um possível esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o controlador do banco, Daniel Vorcaro, além de familiares próximos e empresários relacionados ao caso.

As diligências ocorreram em endereços associados ao banqueiro, ao pai, à irmã, ao cunhado e a um primo. Todos são apontados como suspeitos de envolvimento em transações que teriam transferido recursos da instituição financeira para patrimônios particulares. O telefone celular de Vorcaro foi recolhido e passará por análise pericial.

De acordo com a PF, o esquema consistia na captação de recursos no mercado financeiro, aplicação desses valores em fundos de investimento e posterior repasse para pessoas físicas ligadas ao grupo investigado. Também figuram entre os alvos da operação o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos.

Essa nova fase decorre da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, que apontou indícios de gestão fraudulenta e possíveis irregularidades no processo de negociação para a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Com base nas provas coletadas anteriormente e em novos elementos reunidos ao longo das apurações, a Polícia Federal decidiu ampliar o alcance da investigação. Em comunicado, a defesa de Daniel Vorcaro informou que ele vem colaborando com as autoridades e que tem “interesse no total esclarecimento dos fatos”.

Além do avanço na esfera policial, o caso também teve desdobramentos no Tribunal de Contas da União. O Banco Central retirou o recurso que havia interposto contra a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, que determinou a realização de uma inspeção no BC para analisar a condução do processo de liquidação do Banco Master.

Com a desistência do recurso, voltou a vigorar a determinação para que a equipe técnica do TCU realize uma auditoria na autoridade monetária. A inspeção deverá ter duração inferior a um mês e deve ser iniciada imediatamente, conforme entendimento firmado entre o Banco Central e a presidência do tribunal.

A investigação busca apurar se houve falhas ou irregularidades na fiscalização do Banco Master e nas operações que teriam possibilitado o suposto desvio de recursos da instituição financeira.

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