HIV e AIDS: 6 curiosidades que ajudam a combater o preconceito e esclarecem dúvidas sobre o vírus


O HIV e a AIDS ainda são assuntos que geram dúvidas e preconceito na sociedade. Apesar dos avanços da medicina nas últimas décadas, a falta de informação continua sendo um dos principais obstáculos para a prevenção e o diagnóstico precoce.
O HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana, responsável por atacar o sistema imunológico, especialmente os linfócitos T CD4+, células fundamentais para a defesa do organismo. Já a AIDS é o estágio mais avançado da infecção, que pode ocorrer quando o sistema imunológico fica gravemente comprometido.
Com o avanço da ciência, viver com HIV deixou de representar uma sentença de morte. Atualmente, os tratamentos disponíveis permitem que pessoas diagnosticadas tenham uma vida longa e saudável.
Confira seis informações importantes sobre o HIV e a AIDS:

  1. HIV e AIDS não são a mesma coisa
    Ter HIV não significa necessariamente ter AIDS. Uma pessoa pode viver muitos anos com o vírus sem desenvolver a doença, principalmente quando realiza o tratamento corretamente e mantém acompanhamento médico.
  2. Indetectável significa intransmissível por via sexual
    Uma das maiores conquistas da ciência é o conceito I=I (Indetectável = Intransmissível). Pessoas que utilizam corretamente os medicamentos antirretrovirais e mantêm a carga viral indetectável não transmitem o HIV por relações sexuais.
  3. O HIV não é transmitido por mosquitos
    Ao contrário de algumas doenças virais, o HIV não é transmitido por picadas de mosquitos ou outros insetos. Também não há transmissão pelo abraço, aperto de mão, compartilhamento de talheres, suor ou convivência social.
  4. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS
    Desde 1996, o Brasil disponibiliza gratuitamente medicamentos antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O país também oferece estratégias de prevenção, como a PrEP, utilizada antes de uma possível exposição ao vírus, e a PEP, que deve ser iniciada o mais rápido possível, em até 72 horas após uma situação de risco.
  5. Mulheres com HIV podem ter filhos sem transmitir o vírus
    Com diagnóstico, acompanhamento médico e tratamento adequado durante a gestação e o parto, é possível reduzir significativamente o risco de transmissão do HIV da mãe para o bebê. O acompanhamento também orienta os cuidados após o nascimento.
  6. O diagnóstico precoce faz toda a diferença
    Os testes rápidos e os exames laboratoriais permitem identificar a infecção e iniciar o tratamento. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores são as possibilidades de preservar o sistema imunológico e evitar complicações.
    INFORMAÇÃO E PREVENÇÃO SALVAM VIDAS
    Combater o HIV e a AIDS também significa combater a desinformação e o preconceito. Pessoas que vivem com HIV merecem respeito, acolhimento e acesso aos serviços de saúde, sem discriminação.
    O Ministério da Saúde oferece informações sobre testagem, prevenção e tratamento. A população pode procurar uma unidade de saúde do SUS para receber orientações e realizar testes gratuitamente.
    A informação continua sendo uma das principais ferramentas para prevenir novas infecções e construir uma sociedade mais consciente e livre de preconceitos.

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