Vereadora investigada por movimentações financeiras suspeitas é solta, mas PF mantém apuração sobre origem de R$ 500 mil

A prisão da vereadora de Piripiri, Nalvinha Melo, durante o saque de R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária, colocou a parlamentar no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre a origem de recursos e movimentações financeiras consideradas atípicas. Apesar de ter sido colocada em liberdade após audiência de custódia, o inquérito segue em andamento e deve aprofundar a análise das transações realizadas pela investigada.
Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram a partir de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) produzido pelo Coaf, que identificou operações incompatíveis com a renda declarada pela vereadora. Conforme os investigadores, a conta bancária da parlamentar registrou créditos superiores a R$ 2 milhões em um período de 12 meses, fato que despertou suspeitas e levou ao monitoramento de suas movimentações.
Durante a ação, agentes acompanharam a retirada do dinheiro em uma agência do Banco do Brasil, onde localizaram os R$ 500 mil em espécie armazenados em uma mochila. Em depoimento, Nalvinha Melo afirmou que o montante seria destinado à compra de um imóvel em Piripiri, mas, conforme a investigação, não foram apresentados documentos que comprovassem a negociação.
Além da apuração sobre a origem dos recursos, a Polícia Federal também investiga uma possível ligação da vereadora com uma empresa que teria recebido contratos milionários de prefeituras do Piauí e do Ceará entre 2022 e 2026. A linha de investigação busca verificar se há relação entre essas movimentações financeiras e recursos públicos.
Com a soltura da parlamentar, as investigações prosseguem para esclarecer a legalidade das operações financeiras identificadas e apurar se houve prática de crimes financeiros ou outros ilícitos. Até a conclusão do inquérito, a vereadora permanece sendo investigada, sem condenação judicial.

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