Welington Dias e Rafael Fonteles racha na base do PT do PI.
Nos bastidores da política do Piauí, a relação entre Wellington Dias e Rafael Fonteles atravessa um momento delicado — e já não se trata apenas de especulação.
Apesar dos esforços da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) para classificar o impasse como um “debate interno natural”, o clima é de tensão crescente, com movimentos estratégicos e recados cada vez menos discretos.
Wellington Dias tem sido claro: deseja espaço garantido na chapa majoritária, especialmente a vaga ao Senado. Caso isso não se concretize — e se a vice-governadoria for destinada a outra legenda —, o senador admite disputar o Governo do Estado nas convenções partidárias. Prego batido, ponta virada.
Do outro lado, Rafael Fonteles não abre mão da reeleição. Mais do que isso, já se comenta nos bastidores a possibilidade de saída do PT. Interlocutores ligados ao Palácio de Karnak, por meio do secretário Washington Bandeira, teriam iniciado diálogo com a cúpula do Partido Socialista Brasileiro (PSB), sinalizando uma eventual mudança de rumo.
Paralelamente, o deputado federal Jadyel Alencar articula, de forma discreta, uma possível filiação do governador ao Republicanos.
O fato é que o PT no Piauí dá sinais de racha. E, se não houver diálogo efetivo, humildade política e construção concreta de consenso, o partido pode enfrentar sua mais grave crise interna em quase três décadas de protagonismo estadual — abrindo espaço para o avanço da oposição.
Porque, é preciso dizer sem rodeios: não está nada bem entre WD e RF.


